Investing Talks
Nome: Carina Batista
Idade: 36 anos
País de nascimento: Portugal
Cidade onde reside: Setúbal
Nota Biográfica:
Carina Batista é licenciada em Contabilidade e Finanças pela Escola Superior de Ciências Empresariais, possui ainda um Mestrado em Ciências Empresariais e uma Pós-Graduação em Marketing Management pelo Instituto Superior de Economia e Gestão.
Com mais de 10 anos de experiência na área de contabilidade e Contabilista Certificada, tem também um especial gosto pelas áreas de Marketing e Gestão de Pessoas, estando atualmente a exercer funções de Supervisora na Finpartner.
No seu papel de Supervisora, destaca-se por uma abordagem focada no capital humano, defendendo uma liderança empática e orientada para o desenvolvimento das equipas.
Pode partilhar connosco um breve enquadramento sobre o seu percurso profissional e como chegou à Finpartner?
Após a conclusão do meu percurso académico ingressei na Finpartner, que acabou por ser a minha “verdadeira escola”, lidando com sectores diferentes na área da contabilidade desenvolvi competências técnicas, e o facto de lidar com diversos clientes e ter ascendido profissionalmente a cargos de liderança ajudou-me a desenvolver capacidades de liderança e de gestão de pessoas.
Atualmente é das coisas que mais gosto de fazer, estar envolvida na gestão diária da Finpartner, e contribuir para o desenvolvimento das equipas e da empresa.
"Atualmente o sector imobiliário em Portugal enfrenta vários desafios, pois conjuga características marcadas por um forte dinamismo, como é o caso de grandes fluxos de capital e uma forte procura"
Como descreveria hoje a Finpartner: missão, posicionamento e principais áreas de atuação?
A Finpartner pretende destacar-se como uma empresa que aposta na personalização de serviços, na proximidade do cliente e atua como uma one-stop-shop.
O nosso core business é desenvolvido nas áreas da contabilidade, processamento salarial e consultoria, mas sempre que os clientes nos desafiam com algo novo, tentamos sempre dar resposta, seja através do nosso know-how interno, seja recorrendo a parcerias que nos acrescentem valor. Almejamos ser uma empresa de referência a nível nacional e internacional, direcionada para empresas, mas também para clientes individuais.
Que necessidades do mercado estiveram na origem da criação da Finpartner?
Dado que estamos especialmente direcionados para o target internacional, e estando Portugal cada vez mais na moda e procurado por tantas pessoas que desejam cá viver, estabelecer as suas vidas e negócios, o nosso foco internacional fez todo o sentido, para dar resposta a estas necessidades, mantendo ao mesmo tempo a proximidade do cliente e customização do serviço que nem sempre é conseguido em empresas de dimensões superiores.
Que serviços considera serem hoje o core da Finpartner?
Os serviços de contabilidade, processamento salarial, consultoria, direcionado para empresas, mas também para pessoas singulares são os nossos serviços core, e em que pretendemos apostar para crescer cada vez mais.
Como garantem a qualidade e a fiabilidade das soluções que apresentam aos clientes?
A Finpartner é certificada pela Norma ISO 9001 da Qualidade, garantindo que cada atuação se encontra devidamente procedimentada, cumprindo modelos rigorosos de qualidade que pautam a nossa prestação de serviços aos clientes.
Temos uma equipa formada e comprometida com esta certificação que é renovada anualmente.
A par disto, a Finpartner aposta bastante no sector tecnológico e no desenvolvimento de automatismos internos que nos permitem reduzir a margem de erros operacionais, além de deixar a equipa mais disponível para acompanhar os clientes.
O investidor português está hoje mais preparado financeiramente do que há alguns anos?
Embora se notem sinais positivos de evolução, e os portugueses se mostrem um pouco mais confiantes e com melhor perceção da importância de gerir finanças, ainda existe em Portugal um caminho a percorrer em termos de literacia financeira efetiva, participação ativa nos mercados e decisões melhor informadas sobre investimento, principalmente quando comparamos com outros países com maior maturidade financeira.
Como caracteriza o momento actual do sector imobiliário em Portugal?
Atualmente o sector imobiliário em Portugal enfrenta vários desafios, pois conjuga características marcadas por um forte dinamismo, como é o caso de grandes fluxos de capital e uma forte procura, mas igualmente uma grande pressão nos preços, na oferta e acessibilidade. Tudo isto levanta imensos desafios, na tentativa de procurar uma solução que permita equilibrar esta problemática no curto prazo.
Que segmentos lhe parecem mais atractivos neste momento (habitação, comercial, turístico, arrendamento, luxo, etc.)?
Os segmentos que neste momento conseguem um maior retorno são o habitacional, visto que os valores obtidos com as vendas acabam por ser bastante interessantes, dada a forte procura, até pelos compradores estrangeiros que se estabelecem em Portugal, com um poder de compra bastante superior ao nacional, além do segmento do arrendamento, que também beneficia desta vertente.
Que grandes tendências vê a marcar o imobiliário nos próximos 3 a 5 anos?
Na minha opinião os preços elevados que se praticam atualmente no sector imobiliário vão levar algum tempo até estabilizar, pelo que, as soluções terão de passar por uma procura fora dos centros tradicionais, com condições que permitam às pessoas fixarem-se nestes sítios.
A par disto, a nível político terão de ser criadas medidas que permitam a existência de um equilíbrio entre residentes e investidores estrangeiros, diminuindo a pressão nos preços da oferta de habitação.
Nota diferenças significativas entre investidores portugueses e estrangeiros?
Sim, existem diferenças significativas entre investidores portugueses e estrangeiros, dado que, estes últimos, apresentam um poder de compra significativamente superior, sendo capazes de suportar encargos com os quais os investidos portugueses não conseguem competir.
Portugal continua atractivo para investimento internacional? Porquê?
Portugal continua atrativo para o investimento internacional e para os estrangeiros.
É um país com um ótimo clima, geografia, boa gastronomia, seguro e, ainda, económico, principalmente quando comparado com outros mercados internacionais.
Para o investidor estrangeiro que apresenta um poder de compra superior, é sem dúvida um mercado atrativo.
Quais foram os principais marcos de crescimento da Finpartner até hoje?
A Finpartner tem evoluído bastante e isso é facilmente percetível pelas certificações que tem alcançado, pela aposta em tecnologia que tem ajudado a criar valor para os nossos clientes, seja pela aposta em Marketing que faz anualmente e que permite aumentar a visibilidade que temos junto do mercado-alvo, assim como a aposta em capital humano e na melhoria da qualidade de vida para a equipa, tudo isto tem contribuído para alcançar um crescimento sustentável.
Em que áreas pretendem reforçar investimento ou especialização?
Pretendemos continuar a crescer e a focar-nos nos serviços de contabilidade, vendo a tecnologia como uma aliada neste caminho, e não uma ameaça.
A tecnologia permite-nos acrescentar valor ao cliente, ao mesmo tempo que a equipa fica mais liberta para acompanhamento do cliente e foco em outros serviços de igual valor acrescentado.
Estão previstos novos serviços, parcerias ou expansão geográfica?
A Finpartner abriu há cerca de três anos um novo escritório localizado no Porto, pelo que, ainda nos encontramos a desenvolver negócio nesta zona do país.
A par disto, tentamos desde o início obter parcerias estratégicas que nos ajudem a dinamizar a nossa visão “one-stop-shop”, de forma que os clientes possam ser acompanhados de A a Z, em todo o seu percurso com a Finpartner.
Onde gostaria de ver a Finpartner posicionada dentro de 5 anos?
Não procuramos ser uma big4, mas sim uma empresa de referência no sector nacional, quiçá internacional, que se pauta por um serviço de excelência e personalizado aos nossos clientes, conseguindo ainda assim manter a proximidade ao cliente pela qual nos gostamos de pautar.
Se pudesse resumir numa frase o futuro do imobiliário em Portugal, qual seria?
O futuro do imobiliário, apresenta-se ainda bastante desafiante, com alguma incerteza sobre quando ou de que forma se atingirá um equilibro entre a oferta e a procura.
Contudo, todos os apoios ou medidas que venham a ser adotados no âmbito fiscal, ou na contribuição para uma maior literacia financeira associada a este tema, a Finpartner tem o know how para ajudar a encontrar algumas respostas em momentos críticos.




